quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Chocolate fino do Sul da Bahia será apresentado na Febrachoco em Gramado




Missão do Sebrae vai promover ações de mercado e abrir novas possibilidades de negócio

 

Um grupo formado por 10 empresários do segmento de chocolates finos Sul da Bahia vai participar da Feira Brasileira do Mercado de Chocolate (Febrachoco) e do Congresso Latino Americano do Chocolate (Chocolatino), que acontecerão em Gramado (RS), de 29 a 31 de agosto. A missão, capitaneada pelo Sebrae, tem como principal objetivo promover ações de mercado, apresentando o chocolate produzido na região cacaueira da Bahia e abrindo novas possibilidades de negócio.


Os produtores baianos serão levados ao sul do País com 80% dos custos de participação nos eventos subsidiados pelo Sebrae. Durante o Febrachoco, os chocolates finos produzidos no Sul do estado estarão disponíveis para degustação em um stand montado pelo Governo do Estado da Bahia, parceiro da iniciativa.


O técnico do Sebrae em Ilhéus, Eduardo Benjamin Andrade, explica que a participação neste evento pode trazer bons frutos aos empresários do Sul do Estado, já que o período de realização da feira foi especialmente escolhido para permitir que toda a cadeia de negócios de chocolate faça seu planejamento de produção e comercialização para a Páscoa.


Ele ressalta que a Febrachoco é a maior feira profissional do Brasil, constituindo-se em uma grande oportunidade principalmente para pequenos e médios fabricantes. Para os grandes fornecedores do setor, será o momento de encontrar o trade reunido para ofertar seus produtos visando a Páscoa de 2013. Além da comercialização do chocolate, o evento também se estende aos segmentos agregados de matérias primas, equipamentos, ingredientes, embalagens, logística, distribuição, canais de comercialização e serviços profissionais.


O chocolate baiano


A história do Sul da Bahia pode ser dividida em antes e depois da vassoura-de-bruxa, doença que em apenas 20 anos dizimou milhões de cacaueiros produtivos do Sul da Bahia e transformou a região - que já fora a maior produtora de cacau do mundo - em importadora do produto. A crise fez fazendeiros tradicionais chegarem ao fundo do poço. Fazendas foram abandonadas e produções inteiras largadas ao léu. Durante anos o cacau chegou a ser visto como um negócio que tinha chegado ao fim.


Mas graças a um modelo sustentável de agricultura tropical, o cacau-cabruca, a lavoura está se redescobrindo. Trata-se de uma forma de plantio de cacauais, valorizando a exuberância do verde e a fartura dos recursos hídricos. O resultado é um fruto diferenciado, mais resistente à doença, hoje usado, dentre outras coisas, para a produção de chocolates finos na região. Algumas fábricas já em funcionamento investem na consolidação deste projeto. É esta a luz encontrada por alguns dos produtores para reconquistar os tempos áureos da região.

 

Texto divulgação

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